Quarta-feira, 24 de Março de 2010

Steve Wilson, ao vivo, no Village Vanguard!

 

 

 

 

Eis de novo a possibilidade de escutar, ao vivo, a actuação de um excelente músico no Village Vanguard , numa emissão da WBGO , estação associada do serviço público norte-americano NPR.  Desta vez, trata-se do saxofonista Steve Wilson e do seu novo quarteto, constituído por Orrin Evans (piano), Ugonna Okegwo (contrabaixo) e Bill Stewart (bateria).

 

(foto John Rogers)

O concerto começará à 01:00 da madrugada de hoje para amanhã  (hora de Lisboa)  e poderá ser aqui ouvido em directo.  Mais tarde, durante o dia de amanhã, a NPR colocará no mesmo endereço uma gravação do concerto.

Actualização (26.03.10): Ouça, aqui, o concerto.

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 12:18
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

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Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 10:43
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Sábado, 13 de Março de 2010

Esperanza Spalding, ao vivo!

 

 

Mais outra sugestão de O Sítio do Jazz:  clique no leitor de áudio abaixo para poder ouvir, tal como foi transmitida no prograna Jazz 24 da emissora KPLU, de Seattle  (associada da NPR),  uma actuação de Esperanza Spalding.  A cantora, que fará parte do elenco do próximo XXIX Estoril Jazz, interpreta aqui alguns famosos standards, apenas acompanhada por si própria, no contrabaixo.

 

                                                                                           (foto: Chris Graythen)

 

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 11:00
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

11º. Braga Jazz (Parte I)

 

 

Começou a realizar-se no passado fim de semana  – e terá continuação no próximo, com concertos a 12 e 13 de Março –  a 11ª. Edição do Braga Jazz, um festival já com história no Norte do país.

 

Para desgosto meu, só pude assistir desta vez à primeira parte do festival, precisamente aquela que, constituída por três concertos muito diferentes entre si, levou à sala principal do Theatro Circo, algumas centenas de amadores de jazz da região que, em geral, reagiram da melhor maneira à música que a direcção artística do festival este ano lhes propôs, numa abrangência de estilos que, no fundo, constitui de certo modo uma imagem de marca do evento.

 

Quanto ao crítico  – e começando cronologicamente do último concerto para o primeiro –  sem dúvida que o quinteto do baterista e compositor John Hollenbeck  (alargado a sexteto pela introdução de um pianista)  foi protagonista da maior novidade musical, no sentido de que, sem se afastar através de rupturas inglórias de algumas coordenadas que caracterizam o jazz, procurou avançar mais um pouco e alargar os horizontes na descoberta de novos caminhos para uma música em permanente evolução.

 

Surpreendendo mais uma vez, pela frescura e seriedade das suas propostas  (de uma forma algo diversa da que já lhe ouvira num anterior concerto do Jazz em Agosto de 2006)  – isto independentemente do nítido pendor para o humor com que continua apimentando a apresentação das várias peças –  John Hollenbeck continua a transmitir ao seu Claudia Quintet + 1 uma linha de conduta e criatividade inteiramente original.

 

                                                                                              (fotos de arquivo)

 

Rejeitando na sua busca de uma nova modernidade  (como já escrevi)  pleonásticas extensões há muito recorrentes do chamado free jazz ou dos repetitivos esquemas tema–variações–tema suportados por uma cadência rítmica regular  (vulgo swing),  sagrados e intocáveis no revivalismo bop, Hollenbeck e seus pares procuram pelo contrário invocar a espaços alguns sinais destas correntes para os inserir com naturalidade num conjunto de outros jogos tímbricos, poliritmias percussivas ou justaposição de camadas tímbricas e texturas sónicas invulgares, capazes de conferir  (por vezes através de uma notável energia de execução instrumental)  novas lógicas ao todo daí resultante.

 

Ao conjugar os talentos de solistas tão diferentes como o mais “clássico” Matt Moran  (vibrafone)  ou o mais “modernista” Chris Speed  (sax-tenor e clarinete)  e indo da polivalência estética de Drew Gress  (contrabaixo)  à singularidade imprevisível de Matt Mitchell  (pianista convidado e logo notado por um estilo que vagueia entre a articulação jazzística contemporânea e a evocação de um John Cage),  Hollenbeck faz ainda apelo à surpreendente utilização de um acordeão  (Ted Reichman)  para “grudar” com o seu som pastoso os estilhaços temáticos ou improvisativos que esvoaçam à sua volta.

 

Altamente consagrado como solista de grande consistência técnica e estética e como docente emérito das mãos do qual vêm saindo nos últimos anos novos valores do jazz contemporâneo, era uma injustiça e uma incompreensão  (agora reparadas)  que o saxofonista Jerry Bergonzi ainda não tivesse actuado em território português.

 

 

Ora o concerto que ficou situado a meio da primeira parte do Braga Jazz deste ano veio comprovar tudo o que de melhor as suas gravações já haviam revelado. Bergonzi é um músico de grande cultura jazzística, conhecedor apurado da história do saxofone  (instrumento que domina como poucos)  e um solista imaginativo que, nos contornos e na conjugação das frases através das quais constrói o seu discurso musical, cultiva ao mesmo tempo um som inteiramente correspondente à escola clássico-moderna que é a sua.

 

Desde a paráfrase com que inaugurou a sua actuação sobre um tema clássico conhecido  (mas cujo nome continua, agora como então, a escapar ao escriba!)  – e que Bergonzi significativamente intitulou Obama –,  o saxofonista começou por dominar e completamente ultrapassar esta situação instrumental basto arriscada: a do rarefeito trio de saxofone, contrabaixo e bateria  (sem piano),  portanto sem um instrumento harmónico que ao mesmo tempo representa um forte apoio harmónico aos músicos e um elemento  (por excelência)  de diversificação sonora e tímbrica.

 

Em circunstâncias ideais  – ou seja, quando o contrabaixista e baterista atingem um nível interpretativo excepcional –  aquela já referida limitação é habitualmente superada e permite uma margem de manobra extremamente ampla e livre ao solista principal: o saxofonista.   Exemplo mais claro do alto nível em que começou o concerto terá sido uma versão  (perfeita desde a exposição do tema até à cadência final)  para o clássico Soultrane de Tadd Dameron.  Mas quando os músicos a cargo daqueles instrumentos se revelam pouco mais do que competentes e zelosos cumpridores da mera tarefa de acompanhadores, as coisas arriscam-se a não funcionar tão bem.

 

Julgo que, no caso do concerto de Jerry Bergonzi, o simples facto de este ter aberto a possibilidade de Andrea Michelutti  (bateria)  e Dave Santoro (contrabaixo)  terem a sua oportunidade para “brilhar”, em duas peças com longos solos de ambos, quebrou o ritmo e a coesão da sua actuação enquanto trio e contribuiu para que Jerry Bergonzi, em vez de música, tenha passado a tocar sobretudo saxofone, o que não era aquilo que dele continuávamos a esperar.

 

Quanto a Ogre com o qual Maria João inaugurou o festival, algumas notórias contradições na sua própria concepção de raiz  (até em termos de repertório)  bem como certo erros de casting na composição instrumental do grupo  (com a notória excepção do pianista Júlio Resende)  tornaram claro que o projecto não está ainda verdadeiramente amadurecido, pelo menos a ponto de ficarmos a saber se terá ou não pés para andar ou se chegará ao nível de outros anteriores da brilhante cantora portuguesa.

 


 

 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 11:00
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Nicholas Payton, hoje, ao vivo, no Village Vanguard

 

 

Se estiver p’raí virado, pode ouvir aqui em directo, na madrugada de hoje  (4ª. Feira)  para amanhã  (5ª. Feira),  precisamente a partir das 02:00  (hora de Lisboa),  a actuação que, no quadro das comemorações do 75º. aniversário do Village Vanguard, o quinteto de Nicholas Payton vai realizar no célebre clube nova-iorquino.

 

                                                                                         (foto: Michael Wilson)

 

O grupo terá a seguinte constituição:  Nicholas Payton  (trompete), Taylor Eigsti (piano), Vicente Archer  (contrabaixo), Marcus Gilmore  (bateria)  e Daniel Sadownick  (percussão).

 

Se, pelo contrário, estiver com soninho, passe pel’ O Sítio do Jazz  amanhã ou depois, que terá à sua disposição, para ouvir a horas de gente, a gravação da referida actuação, a qual deverá valer bem a pena!

 

Actualização (12.03.10): aqui está o link para ouvir o concerto, cujo alinhamento é o seguinte:

 

Mais ainda:  se quiser fazer a descarga do concerto, em alta definição (MP3 192 kbps), pode clicar aqui, esperar, guardar no disco rígido e ouvir quando quiser!

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 14:55
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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

"Um Toque de Jazz" em Março

 

 

A programação de Março de “Um Toque de Jazz” será praticamente preenchida na sua totalidade com largos excertos de vários concertos realizados durante a última edição  (Junho/Julho 2009)  de um festival de jazz histórico entre nós:  o Estoril Jazz/Jazz Num Dia de Verão, que se realizou no Centro de Congressos do Estoril.

Entre os vários músicos e grupos presentes, o destaque vai para o quinteto do multi-instrumentista James Carter;  os trios do pianista Jon Meyer e da cantora Roseanna Vitro, esta com o convidado especial Kenny Werner (piano);  o quarteto do multi-instrumentista David Murray;  a Mingus Dinasty, septeto dedicado à preservação da música de um grande mestre:  Charles Mingus;  e o quinteto de Christian McBride.

A encerrar o mês fica a curiosidade da descoberta de uma nova voz do jazz austríaco, Angela Tröndle, com o seu quinteto, que a Antena 2 foi gravar ao Maxime de Lisboa.

Um Toque de Jazz é transmitido aos Domingos, das 23:05 às 24:00, naAntena 2 podendo ser ouvido em FM ou ainda aqui via webcast.  Após a sua transmissão, os programas passam a estar disponíveis, também via Internet, na página de arquivos multimédia da Antena 2 ou regressando a esta página para clicar em ouvir aqui, nas datas das respectivas emissões.


Domingo, 07.03.10 XXVIII Estoril Jazz 2009 (1): o trio do pianista Jon Meyer, em 27.06.09; e o quarteto “Black Saint” do multi-instrumentista David Murray, em 03.07.09. Gravações ProJazz.

(Ouvir aqui

Domingo, 14.03.10 XXVIII Estoril Jazz 2009 (2): o trio da cantora Roseanna Vitro, com o convidado especial Kenny Werner (piano), em 27.06.09; e o quinteto do multi-instrumentista James Carter, em 26.06.09. Gravações ProJazz.

(Ouvir aqui)

 

 

 

 

 

Domingo, 21.03.10 XXVIII Estoril Jazz 2009 (3): o quinteto “Inside Straight do contrabaixista Christian McBride, em 05.07.09; e o septeto Mingus Dinasty, em 04.07.09. Gravações ProJazz.

(Ouvir aqui)

Domingo, 28.03.10 XXVIII A cantora austríaca Angela Tröndle, com Siegmar Brecher (saxofones e clarinetes), Michael Lagger (piano), Valentin Czihak (contrabaixo), e Phillipp Kopmajer (percussão) no cabaret Maxime (Lisboa), em 05.11.09. Gravação Antena 2.

(Ouvir aqui)

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 10:40
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O Village Vanguard festeja o 75º. aniversário

 

 

 

 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 10:05
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